domingo, 30 de dezembro de 2012

back on Loos

o que seria, em arquitectura, o "equivalente" à condenação (perpétua...) por "death-by-reading", o "voluntário aprisionamento", do maligno K.!?

dois punhados

impagável, também, a leitura (das primeiras páginas) das peripécias das "pobres" personagens do "Um punhado de pó" de Evelyn Waugh
impagável, a vetusta residência arruinada por um neo-gótico neo-rico :) impagável a adivinhada (mais que até agora "exposta") "modernidade" (um early Lubetkin seria perfeito...) da "decoradora" (de estilo moderno, pois então) :) impagável a (demente) serenidade (e "boas-maneiras") da jovem herdeira da velha nobreza que experimentou (entre outras coisas...) o seu (and again...) Vanbrugh...

E agora vem o dilema: se essa pessoa, cuidando da sua enfermidade e te tratando com todos os recursos dela, tentasse impedir que você fizesse o caminho de volta pela floresta, e, ao contrário, te obrigasse a ficar lendo Charles Dickens todo dia, o que você faria? Foi esse o dilema. De um lado, toda a bibliografia de Charles Dickens à sua disposição. De outro lado, circunstâncias que não eram toda a bibliografia de Charles Dickens à sua disposição, entre elas a necessidade de sobreviver na floresta, passando o tempo sobrevivendo na floresta, sem ler toda a bibliografia de Charles Dickens. Até que ponto eu prezo a liberdade de só ler toda a bibliografia de Charles Dickens quando isso for a minha vontade? Que tipo de pessoa eu sou, foi o que eu me perguntei, inclonclusivamente.

adiante

imagino que o (não) assunto da semelhança entre as escadas "domésticas" dos mesmos (2) holandeses e a escada da Beer (a casa) de Josef Frank também (não) seja do interesse...

sábado, 29 de dezembro de 2012

passou-se tudo entre 25, 27 e 29

o Theosophical Assembly Hall (dos mesmos Brinkman & Van der Vlugt) por exemplo, merece (sem qualquer favor) o seu lugar entre a Christian Science Church do compatriota (e pai de todos) Berlage e os auditórios laicos da revolução socialista do grande, imenso, Melnikov

nas notas da mono falam de uma "gratidão" para com a secção do scala de roterdão mas como isto não é um antes e depois...

1987-2012 (o ponto e a vírgula, revisitado)

bem que não me recordava de haver (lido) na velhinha entrevista ao Siza de MGD, JLCG, JMF e AAC (Alexandre Alves Costas - for that matter...) nenhuma referência a Brinkman e Van Der Vlugt... (bom... como nas duas casas e lojas também de Haia também não há conversa, referência, ao Häring, etc.)

se alguém seguiu o meu pai natal, também estiver a dar na mono dos holandeses, e quiser aproveitar este "espaço" (espera sentado...) para...

Lello-Kitty

e isto agora de (agora) ler livros que tanto se paççam cá, em Portugal, como lá fora, em Itália, só veio foi a ajudar

tenho o problema todo posto ao contrário
tenho título, tenho tema, (caracterização das personagens, etc.) tenho tudo muito arrumadinho... na minha cabeça...
se quiser escrever, o meu livro, por mim, entre em contacto
o primeiro grande romance da literatuga do sec. XXI diz-lhe alguma coisa?

deveria, em calhando, escrever, sobre as belas ilustrações, para as capas, de Mário Botas

(...) é uma linda ermida, um lugar santo, mesmo não tendo nada dentro; templos perfeitos sem razão, que gostamos de olhar e em que estamos bem, fiéis a nós mesmos e à nossa pobreza, formas belas em si, cuja só substância é serem belas, sem porquê (...)

Almeida Faria, A Paixão

a procurar sacudir, embora ainda sem inteiro sucesso, uma arreliadora febre

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

cenas criativas

do not disturb

gosto sempre de faixas assim com sopros (desesperados) à desgarrada

Boas Festas (sentimentais)













a filha de uma amiga, adolescente, a filha, quase criança, ainda, ganhou um "concurso" com este desenho
eu gosto (e gostava ainda mais se na sua génese e concepção tivesse podido... "influir"...)
gosto da mistura, no tema, dos "locais" (não consta, na legitimada - com' ao pobre burro... - que tenham passado por este "nosso" castelo...)
gosto do apontamento, quase neo-plasticista, da "paisagem" (e gosto da ingenuidade - quasi Rossi... - daquela chaminé)
gosto, aqui, 100 anos depois (ou outra conta mais rigorosa que o valha), de acolher, nas escolas, a tradição das escolas das (melhores) vanguardas...
quando pela primeira o vi, ao volante, confundi (eu já vos contei que confundo muito e cada vez mais...) confundi a sagrada família - um confundida confusão demasido repetida... - com a troika dos presentes...
- o quê!?...
vou só ali buscar umas bainhas...

domingo, 23 de dezembro de 2012